Investigação Qualitativa: Inovação, Dilemas e Desafios – Vol. 2
Investigação Qualitativa: Inovação, Dilemas e Desafios - Vol. 2

Investigação Qualitativa: Inovação, Dilemas e Desafios – Vol. 2

É notória a preocupação de todos os autores deste livro com os jovens investigadores. A maioria dos que iniciam as suas jornadas na investigação qualitativa, estão ansiosos por regras e normas que garantam a qualidade das...

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Descrição

É notória a preocupação de todos os autores deste livro com os jovens investigadores. A maioria dos que iniciam as suas jornadas na investigação qualitativa, estão ansiosos por regras e normas que garantam a qualidade das suas dissertações de mestrado e  das suas teses de doutoramento.  O problema, como logo alguns percebem, é que não é linear nem trivial determinar de forma generalizada critérios de qualidade para todos os contextos da investigação qualitativa nas ciências humanas e sociais. Existem muitos autores que chegam a discutir se estes critérios são desejáveis. A postura dos autores deste livro é de que os critérios de qualidade para a investigação qualitativa são bem-vindos e necessários para  garantir-se rigor, sistematização, credibilidade e valor humano da construção científica. No entanto, não dogmatizam, nem fecham estes critérios.

Idiomas (2 capítulos em español e 4 capítulos em português)

Informação adicional

Peso400 g
Autores

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ISBN/ISSN

978-972-8914-50-9

Conteúdo

A discussão da qualidade da investigação qualitativa tem seus fundamentos epistemológicos lançados desde o primeiro capítulo com o título: “Produção e Uso do Conhecimento: Tensões e Desafios da Investigação Educacional”. Para tratar do problema metodológico qualitativo versus quantitativo na educação, Roldão inicia o capítulo 1 destacando o papel da pergunta na origem epistemológica do conhecimento científico. Ela recorda que o que chamamos hoje de conhecimento científico está associado a dois elementos: i) o que é demonstrável e comparável e ii) que o conhecimento científico é sempre uma resultante do questionamento.

Sanchez discute no capítulo 2 as origens e a evolução da investigação qualitativa em geral e na Espanha em particular. Traça um paralelo desta evolução histórica com base em seis autores Vidich & Liman (1994), Denzin & Lincoln (1994), e Bodgan & Biklen (1982). Aponta para quatro grandes correntes que se podem considerar como antecedentes à investigação qualitativa: i) a antropologia social britânica, ii) a antropologia cultural americana, iii) as correntes linguísticas antropológicas, e iv) as correntes de interação simbólica (etnometodologia).

Os capítulos 3, 4, 5 deste livro têm como foco principal a questão da qualidade das investigações qualitativas. O capítulo 3 centra-se na qualidade da pesquisa qualitativa em enfermagem. Egry & Fonseca organizam o capítulo 3 com base em três questões: i) Qual é a ciência que produzimos? ii) O que é qualidade nesta perspetiva?  iii) O que é preciso para imprimir qualidade à pesquisa qualitativa? Mas também aborda outra importante questão: Como a enfermagem pode contribuir para o desenvolvimento e aperfeiçoamento das pesquisas qualitativas?

No capítulo 3 estas autoras apresentam os fundamentos da “Teoria da Intervenção Práxica da Enfermagem em Saúde Coletiva (TIPESC) subordinada a uma visão de mundo histórica e dialética cujas bases teóricas contém categorias concetuais e categorias dimensionais. Neste contexto compreendem que “a investigação é aqui entendida como uma prática social e a ciência como fenômeno processual, de tal modo que compreender o significado do processo torna-se fundamental”.

O final do capitulo 3 acaba por introduzir as temáticas dos capítulos 4 e 5 que continua a abordar a qualidade da investigação qualitativa de forma sistemática. No capítulo 4, Coutinho discute a qualidade da investigação qualitativa do ponto de vista teórico e prático. Faz uma revisão da literatura sobre esta temática com base em dois trabalhos anteriormente publicados mas agora destacando aspetos não abordados sobre o estado da arte da qualidade da investigação qualitativa.

No capítulo 5 deste livro, Zarco discute qualidade da investigação qualitativa no contexto do seu processo e dos seus resultados. Começa por definir o conceito de objeto na investigação qualitativa e declara que: “En la medida en que nuestro objeto, ya lo hemos dicho, está presente en esos seres humanos, cualquier abordaje que no esté a la altura de su complejidad será infructuoso”.

último capítulo expande a discussão de forma prática e atualizada de um assunto que se introduz nos capítulos 1 e 2 deste livro: a Qualidade do Estudo de Caso. O capítulo 6 tem como título: “Desafio e Inovação do Estudo de Caso com Apoio das Tecnologias”. Os autores organizaram este capítulo em secções através das seguintes questões: i) Qual a importância do estudo de caso na história da investigação qualitativa?; ii) Quais os elementos básicos para um Estudo de caso?;  iii) Por que escolher o estudo de caso numa investigação? iv) Qual o nível de “rigor científico”para investigar um Caso?; e v) Como o software webQDA poderá ser usado num Estudo de Caso genérico? Sendo o Estudo de Caso tão utilizado por jovens investigadores, recomendamos a leitura deste capítulo que introduz as suas principais características, vantagens, desafios e dilemas. Este capítulo também chama a atenção das novas gerações de investigadores, e não só, para a importância das tecnologias neste  processo de investigação, e aponta para ferramentas como o IARS® e o webQDA®. Embora o webQDA não seja um software limitado à configuração e análise de Estudo de Casos, neste capítulo, os autores exemplificam como esta plataforma online pode ser utilizada com vantagens em termos de rigor, flexibilidade, consistência interna e sistematização do Estudo de Caso.

Considerando a boa repercussão do primeiro volume, desejamos aos leitores deste segundo uma leitura crítica e construtiva desta área tão desafiadora, interessante e dinâmica das ciências.

Francislê Neri de Souza, Dayse Neri de Souza e António Pedro Costa

Aveiro, maio de 2015

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